#1 Morando no Exterior: Desafios e Idiomas (2)

Morar no exterior é o sonho de muita gente, porém sempre existem desafios que podem nos pegar de surpresa – especialmente se não estivermos preparados. Nesta conversa, o Gabriel e o Thiago falam sobre a experiência de morar no exterior, incluindo a experiência de aprender um novo idioma.

porque senão, não vou sair dessa faculdade.”

Não, com certeza.

Mas por exemplo, no francês- Na França, quero dizer, é a mesma coisa.

Mas eu acho que provavelmente é mais intenso, digamos.

Porque na França, se tem alguém que você não conhece, você tem que usar o-

Seria o “Lei”, né? Então-

– Formal. – O formal.

E na verdade, a tendência do francês, especialmente com-

Para lidar com pessoas que você não conhece, seja no mercado,

seja em qualquer situação, eles têm uma linguagem super formal

e super elegante para falar com as pessoas.

E eles usam, eles falam “[???]” Quero dizer, eles usam o “vous.”

E logicamente, se você está num bar ou está com amigos, você usa o “tu”

que é o informal.

E daí, logicamente, tem um francês bem informalzão também,

com bastantes gírias e tudo mais que você pode usar com seus amigos.

Mas em qualquer situação, e não precisaria ser numa situação tão-

Tipo, numa universidade, não precisaria nem ser necessariamente assim.

Mas, mesmo na rua ali, se você estiver-

Por exemplo, se você falar ali numa padaria e se você usar o “tu”, vão falar assim,

“[???]”

– É tipo assim, é algo mais intenso. – Não, mas é assim aqui também.

Aqui, se você for no supermercado, eles usam o “Lei”,

que é a estrutura do italiano formal.

Se você for no caixa do mercado, vão falar com a pessoa no italiano formal.

Eu não falava, porque eu não via necessidade.

Na minha cabeça, “Por que tenho que falar ‘o senhor’ ou ‘a senhora’? Falo ‘você’.”

“Eu falo ‘você’.” Na minha cabeça, não era desrespeitoso.

Mas na cabeça deles, sim. Aí, é que está a questão de entender a cultura deles.

Para essa questão, eu pequei. Eu tive que ter sido chamado a atenção para entender,

“Opa, isso aqui não está legal. Esse meu lado não está legal, tenho que melhorar.”

E foi aí que eu peguei para-

Aí, eu comecei a usar o italiano formal com os meus amigos e eles rachavam o bico.

Nossa senhora.

Dentre o bullying, né?

Eles davam risada para caramba, porque eu falava formal com eles para treinar, né?

Eu só tive amigos italianos, eu só tenho amigos italianos até hoje.

Eu usava a amizade deles para treinar.

“Ehi, signore!”

Usava, era mais ou menos assim.

Não sei, não todo o tempo, mas meio que umas duas horinhas por dia,

eu enchia o saco deles usando o italiano formal.

– Muito bom. – Mas serviu, foi útil.

Não, faz sentido.

É a amizade que- Assim, na maioria dos países da Europa, eu acho-

Agora, fora a Inglaterra. O pessoal geralmente é-

Assim, você pode usar uma linguagem bem informal.

No caso, por exemplo, até no Norte, eles falam muito assim,

“Oh, how are you, love?” (Oh, como vai, querido?)

– Assim, são bem mais informais. – São bem informais.

E não tem o-

“You” é “you.” Não tem o “you” formal e o “you” informal.

Mas para o Alemão, por exemplo, também tem o “sie.”

Então, quero dizer-

E logicamente, como na Itália e como na França, você também tem que usar o “sie”

numa situação com alguém que você não conhece.

– E o “tu”, que é “você.” – [???]

Exatamente, você pode usar só com amigos mesmo e pessoas que você já conhece.

É, para o nosso português, seria “o senhor” ou “a senhora.”

A nossa forma de falar o “você” de uma maneira formal

é encaixando esse “o senhor” ou “a senhora.”

Sim, exatamente. “O senhor” que é-

“O senhor poderia me informar sobre alguma coisa?”

Exatamente.

Só que no português, é mais fácil, porque é só você colocar

“o senhor” ou “a senhora”, o verbo não muda.

“Você quer” ou “o senhor quer”, o verbo “querer” fica igual.

No italiano, já muda a conjugação também.

É um pouquinho complicado.

Serve um pouquinho de estudo, de tempo, para você pegar.

Mas quando pega também, já vai no automático.

Com certeza.

Então, essa questão da cultura-

Não é só a linguística, é da cultura do país, é algo-

Acho que é muito importante também para a gente,

mesmo só viajando, não necessariamente mudando para o país, é importante ter

uma noção legal da cultura, de como funcionam as coisas, do que deve ser feito,

das palavras que temos que usar com as outras pessoas, quero dizer.

Porque são tantas coisas, considerações muito importantes.

– Thiago, muito obrigado pela participação. – Obrigado.

Esse papo foi enriquecedor, foi um bate-papo muito legal.

Obrigado a você, Gabriel.

Show de bola.

E no futuro, quem sabe, podemos fazer mais bate-papos legais como este.

Muito obrigado por participar do podcast do LingQ.

Obrigado a você, eu te agradeço,

também ao pessoal que está assistindo à gente.

E boa sorte nesse novo projeto seu.

Muito obrigado, Thiago. E também vou deixar-

Pessoal, para seguir o Thiago, para quem quiser simplesmente bater papo com ele

ou também para aprender italiano, vou deixar aqui o link dele.

Todos os links. Do YouTube, do Instagram e tudo mais.

Beleza?

– Então, grande abraço, Thiago. – Grazie, Gabriel.

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