#2 A motivação para dominar vários idiomas (2)

Afinal, vale a pena aprender novos idiomas? Saiba o que motiva um poliglota a aprender e eventualmente dominar novos idiomas! Neste episódio do nosso podcast, o poliglota Patrick Lencastre (fluente em vários idiomas) explica o que o motiva para aprender novas línguas. Outros tópicos interessantes sobre o aprendizado de idiomas são abordados, como “terceirização de escolha do idioma a ser aprendido” e como achar bons “language partners! Além disso, neste episódios abordamos o tema de estarmos “confinados” caso possamos falar apenas um idioma.

Como você tem sucesso achando as pessoas certas?

E eu vi no seu Instagram, por exemplo, que você tem um para cada idioma,

que você tem uma conexão forte com essas pessoas, que é algo muito legal.

Então, como você consegue achar essas pessoas?

Não tem uma fórmula que eu vá te dar.

“Olha, se você fizer assim, você não vai encontrar.”

Mas você tem razão, são-

Por isso, eu geralmente digo que tenho um language partner para cada idioma,

porque de certa maneira, aquela pessoa personifica aquele idioma.

Então, ela tem uma responsabilidade muito grande.

Se aquela pessoa falar, “Patrick, eu não vou mais conversar.”

“Eu não vou mais te ajudar, é isso aqui e acabou.”

Provavelmente, aquele idioma vai morrendo.

A não ser que seja um idioma com o qual eu já tenha muita experiência,

que eu já tenha ele muito forte na minha cabeça, então ele pode sobreviver.

Como o hebraico sobreviveu sem um language partner por muitos anos.

Mas se for um idioma mais recente? Não, ele vai morrer.

Então, aquelas pessoas têm muita responsabilidade.

Por isso, tem essa conexão, sim.

Mas é por tentativa e erro.

E também por tomar responsabilidade.

Muitas vezes, eu vejo as pessoas me perguntando,

“Patrick, mas como eu faço para a pessoa poder me ensinar?

“Como eu faço para a pessoa poder me ajudar?

Mas primeiro, você oferece para depois, você receber.

Então, todos os meus language exchange partners,

se você for perguntar a qualquer um deles, “Mas o Patrick já te ajudou? Como?”

Você vai sempre receber uma resposta positiva e uma explicação.

Não teve nenhum language partner que já falou,

“Ah não, o Patrick?” Não sei, “Ele nunca me ajudou em nada.”

“Ele nunca me explicou nada, ele nunca me ensinou,

mas eu ensinei meu idioma para ele.”

Então, muito se dá nisso.

Eu acho que é bem difícil se a pessoa-

Se você consegue manter uma…

Uma espécie de relacionamento de language exchange partners com uma pessoa,

e você doa realmente algo, se você se dedica naquele projeto,

é muito difícil que a pessoa veja que você realmente está se dedicando.

Aí, você vai falar, “É, ele é bem dedicado e eu estou evoluindo.”

“Caramba, eu estou evoluindo muito desde que comecei a conversar com ele.”

“Ah, mas eu não estou nem aí, não vou levar muito a sério, não.”

Sabe? É difícil.

Claro que se a pessoa talvez esteja mais ou menos

e a pessoa ver que você também está mais ou menos lá…

“Ah, hoje? Não. Hoje, está tudo bem.”

Por exemplo, foi essa semana-

Não, não foi essa semana, foi na última semana.

Eu estava doente e meu language partner da Finlândia também estava doente.

A gente fez uma chamada com as duas câmeras desligadas.

Porque eu falei, “Não, eu não vou pular a chamada, mas eu estou péssimo.”

Aí, ele falou, “Não, eu também estou doente.”

“Tá, mas então, a gente faz com a câmera desligada, mas vamos fazer a chamada.”

Estava ali e nenhum dos dois falou, “Ah não, hoje não precisa, porque…”

É uma coisa séria, eu coloco na minha agenda.

E meus language partners sabem disso.

Eles têm um espaço na agenda bloqueado para que eles possam falar naquele dia.

Então, nenhum language partner meu falou,

“Olha, vamos ver o dia em que a gente pode falar.”

“Você me manda mensagem, eu te mando outra, a gente vê se vai combinar horário.”

Não, eles têm um horário bloqueado na agenda.

Então, eu não preciso mandar mensagem para eles dizendo,

“Vamos falar terça-feira?” “Não, a gente já tem horário.”

“Eu só vou chegar terça-feira e falar, ‘Tudo bem? Está aqui o link.

“Pode entrar na sala do Zoom’.”

Então, eu costumo brincar que, “É você quem tem que dar o tom.”

Se você está buscando uma pessoa séria, você tem que mostrar.

Saber desde o início que você tem metas, que você tem objetivos,

que você leva a sério, eu acho que é muito importante.

Então, eu acho que agora, para complementar e talvez

terminar o nosso bate-papo de hoje, que já está sendo muito legal,

mais uma pergunta…

Para as pessoas, para quem está considerando aprender outros idiomas,

talvez até para pessoas que nem têm tanto interesse.

Patrick, qual seria o motivo pelo qual-

Ou existiria algum motivo pelo qual você diria assim,

“Olha, vale a pena.”

“Vale a pena e”, sei lá, “mudou minha vida e pode mudar a sua também.”

O que você diria para quem talvez tenha um pouco de interesse?

Que possa ajudar à pessoa realmente a dar o primeiro passo?

Olha, essa é uma pergunta difícil.

Essa é uma pergunta bem difícil.

Mas assim, muda completamente-

É até difícil imaginar-

Hoje, é difícil imaginar uma vida totalmente em português.

Onde eu uso só o português e falo só em português.

Então, quando você aprende um idioma novo-

E eu não digo que todo mundo precisa dedicar sua vida a aprender vários idiomas

e ser poliglota, e falar mais de dez, doze, vinte idiomas.

Mas você precisa se dar a chance de-

Se dar a chance de se comunicar com os idiomas mais importantes do mundo.

Porque quando você não faz isso, você está de certa forma confinado.

É que é um confinamento que você não percebe.

Mas você está confinado.

Você está confinado em termos de conteúdo, você está confinado a-

Você pode pegar uma área simples do conhecimento,

“simples” entre aspas, mas por exemplo…

Motivação e toda essa galera que fala sobre motivação no Brasil…

90% dos conteúdos já existiam lá fora há alguns anos antes,

mas você não conseguia consumir direto da fonte.

E isso acontece com várias, várias e várias áreas do conhecimento.

Você precisa esperar que alguém vá direto na fonte, porque ela está em outro idioma,

e alguém beba dessa fonte primeiro

e depois recrie isso de uma outra maneira para que você possa consumir esse conteúdo.

Então, você está confinado de certa forma quando você se limita a só o seu idioma.

Você não tem acesso às melhores oportunidades,

aos melhores conteúdos, às melhores informações.

Porque as melhores informações dificilmente vão estar no seu idioma materno.

E mesmo se-

Para quem está ouvindo esse podcast, provavelmente ou está aprendendo português

ou é brasileiro mesmo ou tem português como língua materna.

Então, você está confinado de certa forma quando você faz isso.

E é uma experiência que…

Sabe? É até difícil descrever o quanto vale a pena.

Mas depois que você descobre e depois que você transforma, você vê,

“Caramba, realmente, eu estava confinado. Olha o que eu consigo fazer agora.”

“Não resta dúvida.”

Eu já vi gente que fala assim,

“Não, eu não sei se valeria a pena aprender um segundo idioma ou não.”

Mas eu nunca vi ninguém falando assim,

“Aprendi um segundo idioma, mas não valeu a pena.”

– Eu nunca vi ninguém falar isso. – É verdade.

– “Aprendi, mas não valeu a pena.” – Com certeza.

Você está certo, Patrick.

Este foi um bate-papo muito legal.

Continuaremos este bate-papo algum dia, com certeza.

Para o pessoal que está ouvindo o podcast, muito obrigado também por ouvir.

Um grande prazer, Patrick. E com certeza-

Ah, e para o pessoal também, sigam o Patrick nas redes sociais.

Vamos deixar os links aqui também.

Ele é um convidado muito ilustre, então quem sabe o teremos novamente no futuro.

Muito obrigado pelo convite, é sempre um prazer.

E um grande abraço.

Um grande abraço.

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